terça-feira, 4 de outubro de 2011

Análise Ativa - Síntese Objetiva - Aula nº 07

Síntese Objetiva da 7ª aula do PA 1 – Turma A
Professora: Silvia de Paula
Data: 13/09/2011
Relatora: Edna Mosca
Nossa aula iniciou-se como de costume, comentando sobre alguma peça assistida pelos alunos.
Andamos pela sala pela velocidade e 1 ao 9 e do 9 ao l.
Focamos um amigo mais próximo e todos tivemos que parar juntos no nº 4.
Ficamos numa roda sentados com as pernas para frente e apoiamos as mãos no chão e fizemos movimentos gradativos mas todos em sintonia.
Exemplo: tivemos que passar o foco para o amigo seguinte com os pés, joelhos, coluna , braços, rosto (careta) e por último com o corpo podendo sair da posição sentada, mas ainda em círculo.
Caminhamos pelo espaço; escolhemos um lugar na sala e fechamos os olhos, enquanto a prof. Silvia foi nos levando a uma  imaginação ativa, como se estivéssemos num lugar aberto e livres para entendermos o nosso corpo nesse lugar escuro e fechado. Como seria nossa respiração já que estávamos há quase 7 anos nesse lugar sufocado?  Mas está chegando o dia de sair e ter uma trajetória até nossa casa, contando horas e minutos, mas ainda estando nesse lugar; como nosso corpo estava reagindo. De repente abriram a porta e pudemos sair caminhando para casa.
Como estava o nosso corpo naquele momento? (ai já estávamos caminhando com os olhos abertos).
Que caminho faríamos já que não víamos ninguém há 7 anos?
O que encontraríamos em nossas casas?
Como era nossa vida antes?
Pediu para que pensássemos em tudo que aconteceu quando conhecemos o amor de nossas vidas.
Como era essa pessoa?
Como a conhecemos?
Será que quando chegarmos essa pessoa vai nos reconhecer?
Em seguida foram colocadas cadeiras de costas  formando casais e representando a história do marido que saiu para trabalhar deixando a esposa e um filho de 2anos e não retornou.
Sua esposa o espera durante muitas horas e chega a notícia que seu marido havia cometido um assassinato e ficaria 7 anos preso.
Esse homem porém é solto após cumprir o tempo na prisão, mas ninguém vai esperá-lo.
Sua mulher sabendo desse fato manda o filho, que hoje já tem 9 anos,  para casa da avó e troca a fechadura da porta, e quando ele chega ela diz que não mais o ama, pois já se passaram 7 anos e ela agora ama outra pessoa.
Exercício da ação:
Formamos casais e representamos a história acima.
No exercício seguinte fechamos os olhos e caminhamos pela sala e a profa . foi relatando o seguinte:
“você não sabe onde está. Um lugar com muitas possibilidades e embarca numa música e pessoas começam a passar nesse lugar que vão ao infinito. O que eu faço aqui? Essas pessoas se encontram e se abraçam, às vezes estão em grupo, às vezes estão sozinhos e o que eu faço aqui?
Esse lugar vai se transformando e há uma parede e não é mais o infinito, pessoas com
malas, chegadas e partidas, é o saguão de um aeroporto.
Você não sabe quem você é e nem o que faz ali.
O aeroporto está enfeitado para uma época do ano, e você é a faxineira desse lugar e veio para batalhar algo melhor e deixou o seu amor e prometeu muito para ele e se pergunta “porque não sou eu essa pessoa? Será que essa pessoa ainda o espera e fica lembrando tudo que viveu com esse amor e de repente você  põe  a mão no bolso e você resolve e escreve uma carta para essa pessoa”.
Ao terminar foram feitos os comentários, todos estavam felizes e absorvidos por aquela situação, nos despedimos com grito de guerra.

Análise Ativa - Síntese Subjetiva - Aula nº 07

Síntese Subjetiva da 7ª aula do PA 1 – Turma A
Professora: Silvia de Paula
Data: 13/09/2011
Relatora: Luciana Regattieri

De palavra em palavra, o autor constrói um verso circunstancial.
Em cada verso, o autor vai construindo uma história.
Em cada nova estrofe, o autor parece desconstruir a história.
Mais que um jogo de palavras, o jogo da vida contado em versos. 
Uma construção sequencial de emoções.
Sentimentos, vivências e referências que constroem personagens e histórias.
Construção

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague

Análise Ativa - Síntese Subjetiva - Aula nº 05

Síntese Subjetiva da 5ª aula do PA 1 – Turma A
Professora: Silvia de Paula
Data: 30/08/2011
Relatora: Fernanda Tessitore
Jesus Numa Moto

Preso nessa cela
De ossos, carne e sangue,
Dando ordens a quem não sabe,
Obedecendo a quem tem,
Só espero a hora,
Nem que o mundo estanque,
Prá me aproveitar do conforto,
De não ser mais ninguém.
Eu vou virar a própria mesa,
Quero uivar numa nova alcatéia,
Vou meter um "marlon brando" nas idéias,
E sair por aí,
Prá ser jesus numa moto,
Che guevara dos acostamentos,
Bob dylan numa antiga foto,
Cassius clay antes dos tratamentos,
John lennon de outras estradas,
Easy rider, dúvida e eclipse,
São tomé das letras apagadas,
E arcanjo gabriel sem apocalipse.
Nada no passado,
Tudo no futuro,
Espalhando o que já está morto,
Pro que é vivo crescer,
Sob a luz da lua,
Mesmo com sol claro,
Não importa o preço que eu pague,
O meu negócio é viver,
Sob a luz da lua...
Mesmo com sol claro...
Preso nesta cela...